A esquerda entra em estado de histeria sempre que falamos em Augusto Pinochet, o “ditador” que tirou Salvador Allende do poder, e impediu que os socialistas destruíssem o Chile, visto que o caos já estava se instalando, em decorrência das medidas estatizantes de Allende, que já provocavam uma grande corrosão social e econômica. A ironia com relação aos militantes de esquerda é que criticam muito Augusto Pinochet, que ficou 17 anos no poder, mas nunca expressam uma única crítica sequer contra Fidel Castro, que ficou 49 anos, de 1959 a 2008. Enquanto Fidel Castro pode ser efusiva e incondicionalmente rotulado como um ditador, a melhor designação para qualificar Augusto José Ramón Pinochet Ugarte (25 de novembro de 1915 — 10 de dezembro de 2006) é a de anti-ditador, a antítese do que seria um ditador clássico.

Para começar, Pinochet tomou o poder em um golpe de estado, destituindo o presidente socialista Salvador Allende, um associado do ditador cubano, que pretendia converter o Chile em uma ditadura comunista. Ao contrário de Cuba, no entanto — que tornou-se um ditadura comunista através de uma revolução —, o Chile seria transformado em um país socialista através da implementação de medidas políticas gradualistas. Não obstante, Fidel organizou um grande contingente de milícias cubanas que deveriam ficar de prontidão e à disposição de Salvador Allende, caso o plano fosse descoberto e encontrasse resistência. No princípio dos anos 1970, quase 80.000 milicianos cubanos haviam adentrado clandestinamente em território chileno, prontos para deflagrar uma revolução.

Depois que as forças militares combinadas — exército, marinha, aeronáutica e carabineros, a polícia nacional chilena — tomaram o poder através de um ataque ao palácio presidencial La Moneda, é bem verdade que uma verdadeira “caça às bruxas” contra os comunistas foi deflagrada. Para segurança, alívio e salvaguarda do povo chileno, que ficaria completamente livre da ameaça do totalitarismo.

Aí entra a questão que define seu posicionamento pró-liberdade: Augusto Pinochet defendeu a liberdade dos chilenos ao tomar o poder, e impedir o avanço do comunismo. É bem verdade que ele não fez isso sozinho. Pinochet ficou com a fama, mas a luta contra o comunismo no Chile foi bem-sucedida por ter sido uma combinação efetiva, organizada e muito bem integrada de todas as forças armadas. A caça às bruxas começou com fervor quando Carlos Prats — militar legalista que era o comandante-em-chefe do exército chileno — foi assassinado em um atentado á bomba, juntamente com sua esposa, em Buenos Aires, um ano depois que os militares tomaram o poder. Prats, leal à Allende, estava exilado no exterior justamente por temer por sua vida; ele foi o principal responsável por sufocar um golpe de estado que ficara conhecido como Tanquetazo, que foi a primeira tentativa dos militares de tomarem o poder pelo uso da força, alguns meses antes do golpe bem-sucedido de 11 de setembro de 1973, ao incitar militares legalistas a combaterem os militares anticomunistas.

Permanecendo no poder por 17 anos — de 1973 a 1990 — como a autoridade máxima do executivo, Augusto Pinochet e as forças armadas se dispuseram a caçar indivíduos partícipes de uma ideologia sórdida, nefasta e brutal, o comunismo, religião política de matriz totalitária, que caso fosse implantada, escravizaria a população, arruinaria as suas chances de prosperidade e acabaria com a sua liberdade de maneira irreversível. Ao invés de acabar com a liberdade, portanto, ele se dispôs a protegê-la, engalfinhando-se em uma acirrada perseguição contra todos aqueles que pretendiam suplantá-la de vez.

Contra fatos, não há argumentos. Augusto Pinochet promoveu a prisão de indivíduos perigosos que pretendiam implantar um regime totalitário. Ainda que não houvesse liberdade política em seu governo, os chilenos foram contemplados com total liberdade econômica e religiosa. Em uma ditadura comunista, não há nenhuma delas. Opositores do regime são presos ou mortos. Não existe liberdade econômica, pois medidas estatizantes destroçam a economia — e por isso, a maioria das pessoas em regimes comunistas morre de inanição — e também não há liberdade religiosa, visto que, pelo fato do estado considerar-se o soberano absoluto da sociedade, ele se coloca no lugar de Deus; portanto, o ateísmo estatal é instituído, e quem persiste em sua religiosidade é aprisionado ou morto.

Como um grande campeão da liberdade, Augusto Pinochet era ostensivamente antiestatista, o que o qualificaria como um dos poucos — talvez o único — mandatário antiestatista do mundo. Não queria ouvir falar em estatizações ou nacionalizações, apenas em liberdade. Ao consultar a escola de Chicago, ele compreendeu o que realmente gera prosperidade econômica. Em consequência disto, o livre mercado floresceu no Chile como em nenhum outro país da América Latina, o que permitiu a conquista de níveis formidáveis de progresso, que fizeram deste um dos países mais desenvolvidos do mundo.

Os resultados falam por si só. Hoje o Chile é o país mais desenvolvido da América Latina. Tem níveis de desenvolvimento comparáveis ao de países da Europa, e um sistema de mercado altamente desregulamentado e desburocratizado que é um dos mais dinâmicos do mundo. Para se regularizar e registrar uma empresa no Chile, leva-se apenas algumas horas. Sem falar que é o único país da região considerado pelo banco mundial uma economia de alta renda.

Augusto Pinochet não foi um ditador; antes o contrário, foi um anti-ditador, que promoveu a prisão e a perseguição de indivíduos subversivos, que lutavam pela implementação de um subversivo e escravagista regime totalitário. Ele salvou os chilenos da escravidão e da miséria comunista, garantindo a liberdade da população. E a liberdade é um elemento fundamental para a geração de prosperidade. O resultado do Chile hoje — aquilo que o país se transformou, um eixo axial de progresso, liberdade, empreendedorismo, desenvolvimento e prosperidade — fala por si só. A veracidade dos fatos e o pragmatismo da realidade atestam de maneira incondicional: Pinochet estava certo, e seus detratores estão errados.

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