Como esse termo me tira do ar, gastei um tempinho pesquisando sobre a evolução das sociais humanas e refutar de uma vez por todas que vivemos em uma sociedade patriarcal.

O termo família patriarcal foi utilizado falaciosamente nos primeiros anos da segunda onda feminista para se referir à família de modo geral, a qual, desde sua origem, consistia em um pai a cuja autoridade estavam sujeitos sua(s) esposa(s) e seus filhos. E continua a nos assombrar no feminismo 4.0

  1. A família nuclear é a família urbana moderna, característica do capitalismo industrial, a qual consiste em um lar composto pelo marido, sua esposa e seus filhos.
  2. EXCERTO DE MANUSCRITOS DE ENGELS SOBRE MAIS VALIA E ANÁLISE MARXISTA DO PAPEL FAMILIAR NO CAPITALISMO :A mais-valia é a forma monetária da parte do trabalho cedida pelo trabalhador ao seu empregador capitalista sem receber nada em troca, ou seja, é a diferença entre o valor dos bens produzidos pelos trabalhadores e o valor da força de trabalho vendida ao empregador capitalista. Ao aumentar a jornada de trabalho sem aumentar os salários, os capitalistas conseguem ampliar a quantia absoluta de mais-valia. Porém, há um limite físico para o aumento da mais-valia absoluta – sem um determinado período de descanso, a capacidade produtiva dos trabalhadores cai rapidamente, tendendo a zero. Todavia, ao reduzir o valor da força de trabalho por meio do barateamento do custo de produção dos bens necessários para manter e reconstruí-la, os capitalistas conseguem aumentar a mais-valia relativa sem destruir a capacidade produtiva dos trabalhadores
  3. As relações patriarcais foram um modelo de comunidade transitório entre o sistema de clãs matrilineares das sociedades coletivistas primitivas e o sistema familiar da sociedade de classes. A comunidade familiar patriarcal consistia em diversas gerações de homens descendentes de um pai, suas esposas e seus filhos, que viviam juntos na mesma propriedade, cultivando os campos coletivamente, alimentando-se e extraindo couro e peles de um rebanho coletivo e detendo de forma coletiva o excedente de seu trabalho. A comunidade era comandada de modo supremo pelo chefe da comunidade familiar (o patriarca), que era nomeado e responsável pela assembleia familiar, que consistia em todos os seus membros adultos, tanto as mulheres quanto os homens. Tais comunidades familiares continuaram a existir entre o campesinato até o momento da ascensão de classes.

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